18.10.11

Estátua de vidro é como vivo, pequena e simplória
Sinto compasso escasso, que embalava meu passo mundo afora e multidão
Descanso pés de calos mal merecidos, coincidência de andanças poucas
Nunca pisei em porco-espinho, corri pelo asfalto nem em pedra de sal
Aguardo a própria partida, sento e espero, sou só meias feridas
Sensação sem pensamento, vive de inquietudes e se alimenta de agonia
Rezo todos os dias, peço perdão pela inércia, mas lá em cima ele é surdo
Ecoam aos meus ouvidos frases patéticas, me olho no espelho e cego.
Eu nem lembrava que tinha um blog, tampouco o nome dele...
Essa memória...